Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Procuro

Tudo o que digo, tudo o que faço
Contém a paixão que procuro
A paixão que me foge a cada passo que dou
A cada esquina que dobro
Com olhar triste e esmorecido
Envolto numa névoa que não se dissipa
Que não quer ir embora
E começa a chover…
Em meu coração…em minha alma…
Meus sentimentos se afogam
Em dor que se fortalece a cada dia, em cada tempestade
Trovoada devoradora
Cataclismo num mar amargurado em incertezas, em temores
Coberto por um céu assassino
Que estrangula cada movimento de libertação
Puxando-me para o abismo
Um abismo sem fim, em que me perco
No qual me desencontro da paixão…
Da paz que procuro…
E tudo o que faço, tudo o que digo
Perde a razão, o sentido de existir
E eu desapareço mais um pouco…
Vou morrendo…
sinto-me: Invisivel
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publicado por Perturbado às 04:59

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Sábado, 14 de Abril de 2007

Dias cinzentos...

Recentemente grande parte dos meus dias têm sido cinzentos... Como a chuva daqueles dias em que sentimos que na rua paira apenas a tristeza e a solidão. Em que vemos a dor que emana dos olhos de quem passa, como que nos dizendo que também pretendem fugir do inverno em que se encontram.
É o espelho de nós, o meu espelho.
Vejo no olhar dos estranhos a dor que vai em mim... que não me larga... A cada batida de meu peito sinto que me aperta mais e mais, a escuridão nefasta que roubou a minha luz e que consome meu coração cada vez mais cinzento... como os dias que passam por mim, sem vida...
sinto-me: Cinzento
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publicado por Perturbado às 00:23

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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006

Intenso

No silêncio de meu olhar te mostrava o meu desejo
Em meu beijo esse desejo se personificava
e teu corpo o sentia intensamente...
Cada toque meu continha minha paixão por ti...
Eu respirava-te, vivia-te, meu sangue corria por ti...
Os passos que dei me direccionavam para ti
Para percorrer ao teu lado cada rua, cada caminho,
cada escolha tua...
Fui teu por inteiro e minha luz eras tu.
Meus dias tinham cor por fazeres parte deles
E agora... tudo é cinzento...
sinto-me:
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publicado por Perturbado às 15:24

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Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006

Tudo foi teu...

Amei-te com todo o meu ser
Dei-te a minha confiança...
Fechei os olhos e coloquei-a em tuas mãos
Acreditando que não me deixarias cair...
E que fizeste?
Cortaste-me em pedaços
Agora sou estilhaços de mim
Perdido... sem valor...
Triste.
Amei-te com todo o meu ser...
Deixaste-me cair e de seguida pisaste-me
Ingrata...
sinto-me: Triste
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publicado por Perturbado às 15:32

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Domingo, 12 de Novembro de 2006

Dor

Estou farto
Quero morrer
Desaparecer
Ser esquecido
Esquecer
Fugir da vida
Das multidões
Ficar só
Na penumbra
Na sombra da vida
Oculto
Escondido
Livre como um dia fui
Vivo preso agora
Preso ao mundo
Controlado por ele
Perdi a vontade
De ser alguém
De viver
Estou farto…
sinto-me: Cansado
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publicado por Perturbado às 04:09

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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006

Morte

Um dia senti a dor de um punhal a cortar minha carne. Esse punhal foi teu amor que acabou e matou meu coração no mesmo momento. Desde esse dia que me perco em ruas solitárias e sombrias nas quais os sentimentos se perderam e afogaram em mares de enganos e perdições.. Morro por não te ter e desejo-te com toda a minha alma pois sem ti nada sou... Volta para mim, deixa-te adormecer em meus braços enquanto te beijo suavemente...
Até esse momento serei um espectro de mim mesmo...
sinto-me: Perdido
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publicado por Perturbado às 17:06

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Quarta-feira, 8 de Novembro de 2006

Chove...

Chuva miúda
Que me obstrui a visão
Gelada como o sopro de um vento sombrio
Afiada como punhais
Que dissecam corações
Erradicando sensações
De um corpo inútil
Que apenas estorva a passagem àqueles que vivem
Que não sentem esta chuva
Destruidora
Penetrando na pele e consumindo-a
Desgastando toda a sua vida
Tirando-lhe a magia que um dia teve
Deixando o olhar só
Perdido na solidão
Afogado na escuridão
Sem alma
Um olhar vazio que não vê futuro
Nem presente, nem passado
Esta chuva maldita
Provoca dor infinita
Felicidade rompida
Em rasgos violentos de raiva
Acessos de loucura
Corrosão da alma
Putrefacção de desejos
Chuva que transporta a morte
O frio da solidão
Um céu obscuro que oculta a luz
Absorvendo-a lentamente
Como que a fazendo sofrer mais e mais
Mostrando que não há fuga às suas garras
E esta chuva continua a cair…
Cada vez mais gélida, cada vez mais nefasta
Fatalidade de olhares
Incursão de sentidos no vale do desespero
No poço da morte
A fuga…impossível
O esquecimento…inevitável
Os olhos fecham…
E a chuva não pára…
sinto-me: Frio
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publicado por Perturbado às 04:10

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